06/12/2013

Dicas sobre o que analisar no conselho de classe


Porquê eu gostei dessa reportagem? Simples, é um diferencial sobre a famigerada época do Conselho de Classe, onde na maioria dos casos é apenas levantado e considerado o desempenho do aluno, ou seja, só o educando é avaliado, quando na verdade é um conjunto de fatores que podem levar ao sucesso ou fracasso escolar, enfim, neste artigo da Diretora Sonia Abreu, ela relata que em seu conselho de classe também analisa sobre as práticas educativas utilizadas durante todo ano letivo, assim como, a participação dos pais na vida escolar do aluno. Recomendo a leitura. Abraço, Carla.
Conselho de classe: uma reflexão coletiva

A importância do conselho de classe
Quando estamos nos aproximando do encerramento do ano letivo, eu e os professores da minha escola preparamos esse último encontro para analisar e discutir essas ações que apontei acima. Isso implica na tomada de decisões e escolhas para que o momento seja menos sofrível. “Sofrível?”, vocês podem me perguntar. Sim, sofrível! Porque é nessa hora que discutiremos toda a história e a vida escolar do aluno, as investidas dos docentes e dos pais que, mesmo com todos os esforços durante os 200 dias letivos previstos no calendário, não conseguiram atingir a meta proposta para que as crianças avançassem na série/ano.
Acredito que é importante levantar quais foram as práticas educativas promovidas na escola e quais investimentos foram feitos na instituição. Depois disso, é preciso analisar o que disso tudo favoreceu e o que desfavoreceu o aluno e também o próprio professor. Assim, saberemos se se faz necessário rever processos e adequá-los na medida do possível.
Pensando numa boa maneira para direcionar esse encontro e para que ele transcorra tranquilamente, montamos um roteiro para nortear o que discutiremos coletivamente. Ele tem nos ajudado a visualizar a nossa prática educativa e a realizar uma leitura da realidade escolar com mais consciência e cumplicidade. Abaixo, compartilho esse guia com vocês.
O que analisar?
•       O nível de desempenho e rendimento (dificuldade e sucesso) inicial e final do aluno, levando em consideração a participação na sala de aula, as devolutivas de tarefas, os trabalhos de pesquisa individual e coletiva, o comportamento e a frequência;
•       Participação dos pais na vida escolar do aluno (reuniões de pais, convocações em horários para melhor atendê-los, a importância de eles estarem na escola);
•       Os investimentos no processo ensino-aprendizagem (como o professor articulou sua aula?), nas atividades paralelas para reforço escolar e nos trabalhos de pesquisa (portfólio), auxiliando o aluno na recuperação de conteúdos e melhorias;
•       Ações coletivas como as trocas de experiências e as suas perspectivas de ensino e de outros professores que deram resultados significativos;
Quais ações devem ser executadas?
•       Análise do currículo da escola, levando em consideração a educação em período integral;
•       Fazer autoanálise da prática educativa de ensino e aprendizagem;
•       Traçar metas de melhorias individuais e coletivas que sejam efetivamente realizadas;
•       Rever políticas educacionais e de atendimento adotadas para atender melhor a comunidade local, articulando ações dentro e fora do espaço escolar.
Aqui na minha escola, o conselho de classe será realizada nesta sexta-feira, 6 de dezembro. Nesse encontro, com certeza usaremos esse roteiro.
Sonia Abreu, Diretora da EMEF Profª Hilda Weiss Trench

27/08/2013

As Três Peneiras de Sócrates



Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:

- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!

- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.

- Três peneiras? Que queres dizer?

- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?

- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.

- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?

Envergonhado, o homem respondeu:

- Devo confessar que não.

- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?

- Útil? Na verdade, não.

- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.




18/07/2013

O que acontece com nosso cérebro quando aprendemos algo?

O que ocorre quando nosso cérebro tenta aprender algo? O cérebro humano ativa várias regiões do cérebro, descubra quais.

Diz o ditado que “a prática leva à perfeição”, e isso não deixa de ser verdade. Para realizar qualquer tarefa ativamos várias regiões do cérebro, não é novidade. Ao aprender qualquer atividade, no começo as coisas são difíceis: a gente não sabe como fazer. Conforme fazemos, as coisas vão se tornando mais fáceis, até se tornarem quase naturais.
Mas por que isso acontece?
Acontece porque o cérebro otimiza esse conjunto de atividades através de um processo chamado mielinização. Por isso “a prática leva à perfeição”. Por isso as coisas se tornam mais fáceis conforme as fazemos repetidamente.

A mielina cobre boa parte dos neurônios e aumenta significativamente a velocidade e a intensidade da transmissão de impulsos elétricos entre eles. Esse processo ocorre naturalmente, principalmente na infância e adolescência. Nessa época o cérebro tem mais facilidade de formar novas ligações.

De acordo com o modelo mais aceito na neurociência, a mielinização ocorre graças a dois tipos distintos de células: o astrócito e o oligodendrócito. A primeira recebe os estímulos elétricos, liberando substâncias químicas que estimulam a segunda a produzir mielina. Interessante, não? Pois é. Quando praticamos, acionamos um padrão de sinal elétrico ao longo dos nossos neurônios. Com o passar do tempo, isso ativa a dupla de células gliais que mielinizam os axônios, aumentando a força e a velocidade do sinal.

Um exemplo do poder da mielina se dá no caso de doenças neurodegenerativas, onde o processo de desmielinização pode levar a perda de coordenação motora, visão turva, fadiga, fraqueza e incontinência.

03/07/2013

O Surgimento da Educação Infantil



Muitos fatos ocorreram na história da Educação Infantil, para hoje ela ser concebida como a fase fundamental para o desenvolvimento social e cognitivo da criança.
A Educação Infantil no Brasil no século XIX era muito diferente da qual é compreendida atualmente, pois o governo preocupava-se com a formação das elites, oferecendo creches e escolas maternais, sendo quase todas particulares e caras.
No século XX, mais precisamente no ano de 1940 surgiu o Departamento Nacional da Criança, com o objetivo de ordenar atividades dirigidas á infância, maternidade e adolescência, sendo administrada pelo Ministério da Saúde.
O atendimento as crianças de zero a seis anos, em instituições especializadas tem origem com as mudanças sociais e econômicas, causadas pelas revoluções industriais no mundo todo. Por força deste momento histórico as mulheres sentiram a necessidade de deixarem seus lares, para entrar no mercado de trabalho. Por esta razão, sob pressão dos trabalhadores urbanos, que viam nas creches um direito seu e de seus filhos por melhores condições de vida, deu-se o início ao atendimento da Educação Infantil.
No Brasil o surgimento da “Educação Infantil” foi primeiramente em caráter assistencialista, não existindo nenhum método de ensino aprendizagem, o objetivo era atender as necessidades de proteção materno-infantil dos pais.

Carla Melo


29/05/2013

Template novo no Blog!

Olá, pessoal!

O horário do Blog está errado, porque agora passa da meia noite. Estou mudando e melhorando o visual do meu blog. Nunca mais tinha parado e procurado por outros modelos, porque a busca é sempre difícil, um clique te leva pra uma página, mais outra e outra, mas conteúdo que é bom, nada! Mas hoje tive paciência e persistência, encontrei um blog muito bom, com material bacana e bem didático. Faço questão de compartilhar com vocês: http://templateseacessorios.blogspot.com.br/. Divirtam-se!
Amanhã pretendo dar continuidade nas mudanças por aqui!

Carla Melo.

17/04/2013

Quem quer, dá um jeito e não desculpas

Para economizar, historiador mora dentro de van em universidade dos EUA
Quando foi aceito na pós graduação da Duke University, o norte-americano Ken Ilgunas não tinha dinheiro suficiente para bancar seu curso e o custo de vida. Ainda com uma dívida de US$ 32 mil pelo financiamento da graduação, Ken decidiu que reduziria seus gastos para não ter que fazer outro empréstimo.
A decisão tomada foi comprar uma van e morar em um estacionamento do campus. Para o acesso a internet e eletricidade, usou a biblioteca. Para o banho, usava uma academia de ginástica barata. Para alimentação, cozinhava suas refeições.
A história é contada no livro "Walden on Wheels: On the Open Road From Debt to Freedom", que será lançado em maio pela editora New Harvest.

>>> Esse é o exemplo de um indivíduo que quer alcançar um objetivo, ou seja, ele cria meios e não desculpas. Concordam?

14/04/2013

Ser Pedagoga

Sou Pedagoga formada pela instituição de ensino UNIASSELVI. Antes de me formar em pedagogia, passei por outras áreas. Mas desde criança eu queria ser professora, era aquele típico sonho de menina da década de 90, sabe?! A única diferença é que eu realmente acreditava nesse sonho. Então, por que eu não fiz licenciatura de uma vez? Bom, muitas vezes perdemos o foco e por diferentes razões, esquecemos nossas prioridades. Não que isso seja uma desculpa, mas quando somos adolescentes vivemos a fase da "imortalidade" e apreciamos o lema do "eu decido depois"... Enfim, escolher uma carreira tão cedo é mesmo difícil. Demorei anos para encontrar novamente meu sonho de criança e então assumi-lo. 
Nos dias de hoje, escolher ser um profissional da educação é lutar contra maré. O dilema começa em casa, as famílias não querem ver seus filhos estudando e estudando para se tornarem professores, é real, não querem, pois sabem a difícil realidade que os espera. Depois o dilema continua no aspecto político e social, o Sistema Educacional Brasileiro vem sofrendo uma crise há tempos, está desamparado, e com isso, crescemos numa sociedade onde dizer que quer ser Professor não é mais bonito ou louvável, as pessoas sentem até "pena", é comum ouvir frases do tipo: "Nossa! Tu queres passar fome?", entre outras.
A educação não precisa de pena, mas sim de suporte técnico, financeiro, de pessoas (não me refiro só aos educadores, me refiro a todos os cidadãos brasileiros) que lutem em busca de uma escolarização mais justa. Óbvio, eu sei que é um pensamento utópico. A sociedade atual vive uma crise existencial, individualismo, superficialidade, hoje, é mais comum lembrar dos seus direitos do que seus deveres. A convivência com o próximo está ficando cada vez mais intolerável. Tudo é motivo para agressões verbais. Precisamos resgatar velhos costumes e desenvolver uma sociedade mais empática.
 Escolhi a educação como minha profissão, escolhi ser pedagoga. Mas, o que faz uma pedagoga? Bom, de acordo com a UNIASSELVI: “Pretende-se que ao terminar o curso, que o pedagogo(a) seja capaz de fazer o diagnóstico da realidade socioescolar, e da realidade socioeducacional em geral e orientar a busca de soluções”. Através do desenvolvimento de atitudes, processos educativos e práticas coletivas de desenvolvimento instrucional e escolar, trabalhando com base na elaboração de ações/instrumentos adequados, nomeadamente, concepção do projeto educativo da escola, do plano estratégico, programa de atividades, mecanismos de integração com o meio, e avaliação do desempenho escolar e dos utilizadores da escola, em particular."
Com isso, é possível perceber a dimensão do curso. Ser pedagoga é reconhecer a infinidade de possibilidades para desenvolver suas práticas pedagógicas, compreender que precisará sempre: 
  • Estudar;
  • Analisar constantemente as diferentes teorias e métodos;
  • Aprender sobre diversas correntes pedagógicas e filosóficas.
 E quando chegar o momento de instrumentalizar todas essas informações e conhecimento é necessário ter suas perspectivas bem ajustadas, ou então terá mil caminhos a seguir, tornando confuso seu trabalho e encontrará dificuldade em aplicá-lo.
Ser pedagoga é saber trabalhar em equipe. Exemplo: ouvir as pessoas, respeitá-las, defender seu ponto de vista, mas saber quando parar de falar, tem pessoas que simplesmente não estão prontas para ouvir ou não querem, por isso a importância de analisar as situações, se colocar no lugar do outro, reaprender, ensinar com carinho. A maioria dessas ações não são privilégio dos pedagogos(as), mas de outros profissionais também, certo?! Entretanto, essas ações são inerentes  para o ser e fazer pedagógico.
                                                                                                                                               Carla Melo


Fábula...

Logo que comecei a ler o livro "Mentes Perigosas", me deparei com uma fábula que realmente aprecio "O Sapo e o Escorpião". Essa fábula, pra mim, exemplifica muito bem o comportamento de muitas pessoas. De que forma? Nas falsas atitudes, segundas intenções, meias palavras... Não conseguem controlar, porque essa é a sua natureza. São indivíduos que conduzem suas relações interpessoais com leves, moderadas ou graves transgressões (em todos os setores de suas vidas). Sem mais!

            O Sapo e o Escorpião

O escorpião aproximou-se do sapo que estava à beira do rio. Como não sabia nadar, pediu uma carona para chegar à outra margem.

Desconfiado, o sapo respondeu: “Ora, escorpião, só se eu fosse tolo demais! Você é traiçoeiro, vai me picar, soltar o seu veneno e eu vou morrer.”

Mesmo assim o escorpião insistiu, com o argumento lógico de que se picasse o sapo ambos morreriam. Com promessas de que poderia ficar tranquilo, o sapo cedeu, acomodou o escorpião em suas costas e começou a nadar.

Ao fim da travessia, o escorpião cravou o seu ferrão mortal no sapo e saltou ileso em terra firme.

Atingido pelo veneno e já começando a afundar, o sapo desesperado quis saber o porquê de tamanha crueldade. E o escorpião respondeu friamente:

— Porque essa é a minha natureza!

Gestão Escolar


 

A Gestão Escolar torna-se fundamental para o engajamento de todos os setores da Escola, e principalmente no que tange o comprometimento dos Gestores Escolares nessa função, da mesma forma que seu papel é fundamental para implementar ações que unam a comunidade, professores, alunos, funcionários, enfim, depende dos gestores escolares o bom desenvolvimento administrativo e pedagógico.
A Escola assim como qualquer outra Organização Institucional ou Empresarial, depende de um modelo de Gestão Estratégica para obter respostas de caráter significativo e eficiente, e como tal, tem suas especificidades e necessidades condizentes com seu universo, portanto, deve ter pressupostos e fases estratégicas.
 Obviamente que para uma Gestão Estratégica aconteça de fato, precisamos de profissionais capacitados e com interesse nessa atividade complexa, o que torna o rumo dessa Gestão mais delicada. Infelizmente, ao tratar-se da realidade das escolas públicas tudo depende da "boa vontade", o que é raro encontrarmos. O que nos remete sempre ao conceito de que, para termos uma escola mais dinâmica e inovadora, precisamos de melhores condições de políticas públicas, mais comprometimento de equipe diretiva e de professores, pois a realidade brasileira tem a omissão de pelo menos um desses eixos norteadores. A necessidade de uma nova cultura na escola é vital para torná-la mais atraente e socialmente valorizada, o que consequentemente, irá melhorar o desempenho dos gestores em suas atividades, sem contar a famigerada desvalorização do profissional da educação, que por sua vez gera um grande entrave no desenvolvimento das atividades rotineiras da escola.
Podemos perceber que a abordagem sobre a "desvalorização do profissional da educação", é uma visão por "interesses", ora, é muito mais fácil culpar um sistema educacional desamparado e gritando por socorro, do que se colocar frente ao problema e admitir que faz parte desse sistema e que pode transformar sua realidade. Sinto muito, mas o sujeito que escolheu essa carreira sabe muito bem a realidade do Brasil, então simplesmente esperar por mudanças a partir do governo, é uma atitude muito cômoda e pessimista de um educador.  
Se tivéssemos mais docentes com "boa vontade" juntamente com um bom modelo de Gestão Estratégica para obter respostas de caráter significativo e eficiente, integrando o planejamento e outros sistemas de gestão, responsabilizando ao mesmo tempo todos os gestores da equipe pelo desenvolvimento e implementação, tendo em conta todas possiblidades das forças e fraquezas da própria organização, teríamos então uma base objetiva de controle e avaliação dessa Gestão.
Contudo, os gestores precisam querer tais melhorias, comprometer-se com resultados, dispor de autonomia na definição de suas ações estratégicas, e contar com instrumentos técnicos e financeiros adequados, mas é claro, “precisam querer”.

                                                                                                                                     Carla Melo

Interdisciplinaridade e Transversalidade no Contexto Educativo



Com o avanço tecnológico e científico, muitas coisas mudaram em nossa sociedade, principalmente o comportamento das pessoas. Dessa forma, entende-se que as esferas sociais, econômicas e culturais também sofreram alguma mudança, certo?! 
É, a resposta deveria ser sim, mas a realidade é outra, por exemplo, as práticas educacionais, o que mudou realmente? Na verdade, tivemos melhoras significativas, desde o maior índice de educandos alfabetizados, o retorno à escola (Educação de Jovens e Adultos), e até a evasão escolar diminuiu, mas mudança no sistema educacional, nunca aconteceu, o que é primordial para o desenvolvimento de um país emergente como o Brasil.
O fato, é que uma reforma na educação já é utopia, mas se pensarmos em trabalhar com o que realmente já temos e partir daí para um trabalho efetivo, e não mais aquela conversa mansa, suave e que nos remete ao romantismo pedagógico, poderíamos sim, mudar. Um exemplo, a divisão das disciplinas nas grades curriculares, não sou extremista em dizer que está errado, pois se muitos da minha geração e gerações antecessoras formaram-se aprendendo nesse modelo, não julgo como errado, mas também não concordo com a estagnação, pois o sistema educacional tem que evoluir juntamente com as outras esferas, nesse sentido, compreendo o valor da interdisciplinaridade, pois estabelece uma intercomunicação entre as diferentes disciplinas, juntamente com a transversalidade, que procura aprender sobre a realidade e se dedica também aos problemas sociais vinculados ao dia a dia da comunidade, dessa forma, a uma total interação entre as disciplinas, resgatando temas reais, evitando a fragmentação e ampliando a visão.
Esta é uma opção real para executar, sem grandes custos ao sistema. Existe, atualmente, a necessidade de formar cidadãos éticos e comprometidos com sua realidade, visto a mudança que ocorreu no âmbito familiar contemporâneo, outra preocupação é: de que forma os docentes estão preparados para estas novas demandas? Com certeza temos muito o que questionar, mas este tema fica para outro texto. O importante é conseguir analisar e rever sua práxis. O que não podemos é continuar apenas ensinando os conteúdos programáticos, e achar que já está feito nossa parte, e manter uma rotina escolar com dificuldades e muitas vezes sem estímulo nenhum em lecionar, enquanto, ao planejar uma aula com novos subsídios poderia melhorar sua prática. O professor ao instigar seu aluno, leva-o a compreensão de que exerce uma função como sujeito transformador, torna possível ao educando perceber seu papel no mundo e o quão fundamental ele é para construção de uma sociedade mais crítica e desenvolvida.
                                                                                                                                                Carla Melo

Para Refletir...

Compartilho aqui, um texto de Fernando Pessoa, que explica claramente pra mim, a atitude que as pessoas deveriam ter frente as adversidades da vida,  quero dizer, somos nós mesmos que criamos nossos monstros, assim como, só nós podemos eliminá-los…

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final… Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu…. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora… Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.. E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."
 
Fernando Pessoa

Primeira postagem

Iniciando os trabalhos por aqui.


"Como a web pode potencializar a sua prática"

Boa noite, pessoal! Em parceria com a minha colega Helen do curso de Especialização em Tecnologias da Informação e Comunicação na Educa...