É,
a resposta deveria ser sim, mas a realidade é outra, por exemplo, as práticas
educacionais, o que mudou realmente? Na verdade, tivemos melhoras
significativas, desde o maior índice de educandos alfabetizados, o retorno à
escola (Educação de Jovens e Adultos), e até a evasão escolar diminuiu, mas
mudança no sistema educacional, nunca aconteceu, o que é primordial para o
desenvolvimento de um país emergente como o Brasil.
O
fato, é que uma reforma na educação já é utopia, mas se pensarmos em trabalhar
com o que realmente já temos e partir daí para um trabalho efetivo, e não mais
aquela conversa mansa, suave e que nos remete ao romantismo pedagógico,
poderíamos sim, mudar. Um exemplo, a divisão das disciplinas nas grades
curriculares, não sou extremista em dizer que está errado, pois se muitos da
minha geração e gerações antecessoras formaram-se aprendendo nesse modelo, não
julgo como errado, mas também não concordo com a estagnação, pois o sistema
educacional tem que evoluir juntamente com as outras esferas, nesse sentido,
compreendo o valor da interdisciplinaridade, pois estabelece uma
intercomunicação entre as diferentes disciplinas, juntamente com a
transversalidade, que procura aprender sobre a realidade e se dedica também aos
problemas sociais vinculados ao dia a dia da comunidade, dessa forma, a uma
total interação entre as disciplinas, resgatando temas reais, evitando a
fragmentação e ampliando a visão.
Esta
é uma opção real para executar, sem grandes custos ao sistema. Existe,
atualmente, a necessidade de formar cidadãos éticos e comprometidos com sua
realidade, visto a mudança que ocorreu no âmbito familiar contemporâneo,
outra preocupação é: de que forma os docentes estão preparados para estas novas
demandas? Com certeza temos muito o que questionar, mas este tema fica para
outro texto. O importante é conseguir analisar e rever sua práxis. O que não
podemos é continuar apenas ensinando os conteúdos programáticos, e achar que já
está feito nossa parte, e manter uma rotina escolar com dificuldades e muitas vezes
sem estímulo nenhum em lecionar, enquanto, ao planejar uma aula com novos
subsídios poderia melhorar sua prática. O professor ao instigar seu aluno,
leva-o a compreensão de que exerce uma função como sujeito transformador, torna
possível ao educando perceber seu papel no mundo e o quão fundamental ele é
para construção de uma sociedade mais crítica e desenvolvida.
Carla Melo

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