O que ocorre quando nosso cérebro tenta aprender algo? O cérebro humano ativa várias regiões do cérebro, descubra quais.
Diz o ditado que “a prática leva à
perfeição”, e isso não deixa de ser verdade. Para realizar qualquer
tarefa ativamos várias regiões do cérebro, não é novidade. Ao aprender
qualquer atividade, no começo as coisas são difíceis: a gente não sabe
como fazer. Conforme fazemos, as coisas vão se tornando mais fáceis, até
se tornarem quase naturais.
Mas por que isso acontece?
Acontece porque o cérebro otimiza esse
conjunto de atividades através de um processo chamado mielinização. Por
isso “a prática leva à perfeição”. Por isso as coisas se tornam mais
fáceis conforme as fazemos repetidamente.
A mielina cobre boa parte dos neurônios e
aumenta significativamente a velocidade e a intensidade da transmissão
de impulsos elétricos entre eles. Esse processo ocorre naturalmente,
principalmente na infância e adolescência. Nessa época o cérebro tem
mais facilidade de formar novas ligações.
De acordo com o modelo mais aceito na neurociência, a mielinização
ocorre graças a dois tipos distintos de células: o astrócito e o
oligodendrócito. A primeira recebe os estímulos elétricos, liberando
substâncias químicas que estimulam a segunda a produzir mielina.
Interessante, não? Pois é. Quando praticamos, acionamos um padrão de
sinal elétrico ao longo dos nossos neurônios. Com o passar do tempo,
isso ativa a dupla de células gliais que mielinizam os axônios,
aumentando a força e a velocidade do sinal.
Um exemplo do poder da mielina se dá no
caso de doenças neurodegenerativas, onde o processo de desmielinização
pode levar a perda de coordenação motora, visão turva, fadiga, fraqueza e
incontinência.
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