17/04/2013

Quem quer, dá um jeito e não desculpas

Para economizar, historiador mora dentro de van em universidade dos EUA
Quando foi aceito na pós graduação da Duke University, o norte-americano Ken Ilgunas não tinha dinheiro suficiente para bancar seu curso e o custo de vida. Ainda com uma dívida de US$ 32 mil pelo financiamento da graduação, Ken decidiu que reduziria seus gastos para não ter que fazer outro empréstimo.
A decisão tomada foi comprar uma van e morar em um estacionamento do campus. Para o acesso a internet e eletricidade, usou a biblioteca. Para o banho, usava uma academia de ginástica barata. Para alimentação, cozinhava suas refeições.
A história é contada no livro "Walden on Wheels: On the Open Road From Debt to Freedom", que será lançado em maio pela editora New Harvest.

>>> Esse é o exemplo de um indivíduo que quer alcançar um objetivo, ou seja, ele cria meios e não desculpas. Concordam?

14/04/2013

Ser Pedagoga

Sou Pedagoga formada pela instituição de ensino UNIASSELVI. Antes de me formar em pedagogia, passei por outras áreas. Mas desde criança eu queria ser professora, era aquele típico sonho de menina da década de 90, sabe?! A única diferença é que eu realmente acreditava nesse sonho. Então, por que eu não fiz licenciatura de uma vez? Bom, muitas vezes perdemos o foco e por diferentes razões, esquecemos nossas prioridades. Não que isso seja uma desculpa, mas quando somos adolescentes vivemos a fase da "imortalidade" e apreciamos o lema do "eu decido depois"... Enfim, escolher uma carreira tão cedo é mesmo difícil. Demorei anos para encontrar novamente meu sonho de criança e então assumi-lo. 
Nos dias de hoje, escolher ser um profissional da educação é lutar contra maré. O dilema começa em casa, as famílias não querem ver seus filhos estudando e estudando para se tornarem professores, é real, não querem, pois sabem a difícil realidade que os espera. Depois o dilema continua no aspecto político e social, o Sistema Educacional Brasileiro vem sofrendo uma crise há tempos, está desamparado, e com isso, crescemos numa sociedade onde dizer que quer ser Professor não é mais bonito ou louvável, as pessoas sentem até "pena", é comum ouvir frases do tipo: "Nossa! Tu queres passar fome?", entre outras.
A educação não precisa de pena, mas sim de suporte técnico, financeiro, de pessoas (não me refiro só aos educadores, me refiro a todos os cidadãos brasileiros) que lutem em busca de uma escolarização mais justa. Óbvio, eu sei que é um pensamento utópico. A sociedade atual vive uma crise existencial, individualismo, superficialidade, hoje, é mais comum lembrar dos seus direitos do que seus deveres. A convivência com o próximo está ficando cada vez mais intolerável. Tudo é motivo para agressões verbais. Precisamos resgatar velhos costumes e desenvolver uma sociedade mais empática.
 Escolhi a educação como minha profissão, escolhi ser pedagoga. Mas, o que faz uma pedagoga? Bom, de acordo com a UNIASSELVI: “Pretende-se que ao terminar o curso, que o pedagogo(a) seja capaz de fazer o diagnóstico da realidade socioescolar, e da realidade socioeducacional em geral e orientar a busca de soluções”. Através do desenvolvimento de atitudes, processos educativos e práticas coletivas de desenvolvimento instrucional e escolar, trabalhando com base na elaboração de ações/instrumentos adequados, nomeadamente, concepção do projeto educativo da escola, do plano estratégico, programa de atividades, mecanismos de integração com o meio, e avaliação do desempenho escolar e dos utilizadores da escola, em particular."
Com isso, é possível perceber a dimensão do curso. Ser pedagoga é reconhecer a infinidade de possibilidades para desenvolver suas práticas pedagógicas, compreender que precisará sempre: 
  • Estudar;
  • Analisar constantemente as diferentes teorias e métodos;
  • Aprender sobre diversas correntes pedagógicas e filosóficas.
 E quando chegar o momento de instrumentalizar todas essas informações e conhecimento é necessário ter suas perspectivas bem ajustadas, ou então terá mil caminhos a seguir, tornando confuso seu trabalho e encontrará dificuldade em aplicá-lo.
Ser pedagoga é saber trabalhar em equipe. Exemplo: ouvir as pessoas, respeitá-las, defender seu ponto de vista, mas saber quando parar de falar, tem pessoas que simplesmente não estão prontas para ouvir ou não querem, por isso a importância de analisar as situações, se colocar no lugar do outro, reaprender, ensinar com carinho. A maioria dessas ações não são privilégio dos pedagogos(as), mas de outros profissionais também, certo?! Entretanto, essas ações são inerentes  para o ser e fazer pedagógico.
                                                                                                                                               Carla Melo


Fábula...

Logo que comecei a ler o livro "Mentes Perigosas", me deparei com uma fábula que realmente aprecio "O Sapo e o Escorpião". Essa fábula, pra mim, exemplifica muito bem o comportamento de muitas pessoas. De que forma? Nas falsas atitudes, segundas intenções, meias palavras... Não conseguem controlar, porque essa é a sua natureza. São indivíduos que conduzem suas relações interpessoais com leves, moderadas ou graves transgressões (em todos os setores de suas vidas). Sem mais!

            O Sapo e o Escorpião

O escorpião aproximou-se do sapo que estava à beira do rio. Como não sabia nadar, pediu uma carona para chegar à outra margem.

Desconfiado, o sapo respondeu: “Ora, escorpião, só se eu fosse tolo demais! Você é traiçoeiro, vai me picar, soltar o seu veneno e eu vou morrer.”

Mesmo assim o escorpião insistiu, com o argumento lógico de que se picasse o sapo ambos morreriam. Com promessas de que poderia ficar tranquilo, o sapo cedeu, acomodou o escorpião em suas costas e começou a nadar.

Ao fim da travessia, o escorpião cravou o seu ferrão mortal no sapo e saltou ileso em terra firme.

Atingido pelo veneno e já começando a afundar, o sapo desesperado quis saber o porquê de tamanha crueldade. E o escorpião respondeu friamente:

— Porque essa é a minha natureza!

Gestão Escolar


 

A Gestão Escolar torna-se fundamental para o engajamento de todos os setores da Escola, e principalmente no que tange o comprometimento dos Gestores Escolares nessa função, da mesma forma que seu papel é fundamental para implementar ações que unam a comunidade, professores, alunos, funcionários, enfim, depende dos gestores escolares o bom desenvolvimento administrativo e pedagógico.
A Escola assim como qualquer outra Organização Institucional ou Empresarial, depende de um modelo de Gestão Estratégica para obter respostas de caráter significativo e eficiente, e como tal, tem suas especificidades e necessidades condizentes com seu universo, portanto, deve ter pressupostos e fases estratégicas.
 Obviamente que para uma Gestão Estratégica aconteça de fato, precisamos de profissionais capacitados e com interesse nessa atividade complexa, o que torna o rumo dessa Gestão mais delicada. Infelizmente, ao tratar-se da realidade das escolas públicas tudo depende da "boa vontade", o que é raro encontrarmos. O que nos remete sempre ao conceito de que, para termos uma escola mais dinâmica e inovadora, precisamos de melhores condições de políticas públicas, mais comprometimento de equipe diretiva e de professores, pois a realidade brasileira tem a omissão de pelo menos um desses eixos norteadores. A necessidade de uma nova cultura na escola é vital para torná-la mais atraente e socialmente valorizada, o que consequentemente, irá melhorar o desempenho dos gestores em suas atividades, sem contar a famigerada desvalorização do profissional da educação, que por sua vez gera um grande entrave no desenvolvimento das atividades rotineiras da escola.
Podemos perceber que a abordagem sobre a "desvalorização do profissional da educação", é uma visão por "interesses", ora, é muito mais fácil culpar um sistema educacional desamparado e gritando por socorro, do que se colocar frente ao problema e admitir que faz parte desse sistema e que pode transformar sua realidade. Sinto muito, mas o sujeito que escolheu essa carreira sabe muito bem a realidade do Brasil, então simplesmente esperar por mudanças a partir do governo, é uma atitude muito cômoda e pessimista de um educador.  
Se tivéssemos mais docentes com "boa vontade" juntamente com um bom modelo de Gestão Estratégica para obter respostas de caráter significativo e eficiente, integrando o planejamento e outros sistemas de gestão, responsabilizando ao mesmo tempo todos os gestores da equipe pelo desenvolvimento e implementação, tendo em conta todas possiblidades das forças e fraquezas da própria organização, teríamos então uma base objetiva de controle e avaliação dessa Gestão.
Contudo, os gestores precisam querer tais melhorias, comprometer-se com resultados, dispor de autonomia na definição de suas ações estratégicas, e contar com instrumentos técnicos e financeiros adequados, mas é claro, “precisam querer”.

                                                                                                                                     Carla Melo

Interdisciplinaridade e Transversalidade no Contexto Educativo



Com o avanço tecnológico e científico, muitas coisas mudaram em nossa sociedade, principalmente o comportamento das pessoas. Dessa forma, entende-se que as esferas sociais, econômicas e culturais também sofreram alguma mudança, certo?! 
É, a resposta deveria ser sim, mas a realidade é outra, por exemplo, as práticas educacionais, o que mudou realmente? Na verdade, tivemos melhoras significativas, desde o maior índice de educandos alfabetizados, o retorno à escola (Educação de Jovens e Adultos), e até a evasão escolar diminuiu, mas mudança no sistema educacional, nunca aconteceu, o que é primordial para o desenvolvimento de um país emergente como o Brasil.
O fato, é que uma reforma na educação já é utopia, mas se pensarmos em trabalhar com o que realmente já temos e partir daí para um trabalho efetivo, e não mais aquela conversa mansa, suave e que nos remete ao romantismo pedagógico, poderíamos sim, mudar. Um exemplo, a divisão das disciplinas nas grades curriculares, não sou extremista em dizer que está errado, pois se muitos da minha geração e gerações antecessoras formaram-se aprendendo nesse modelo, não julgo como errado, mas também não concordo com a estagnação, pois o sistema educacional tem que evoluir juntamente com as outras esferas, nesse sentido, compreendo o valor da interdisciplinaridade, pois estabelece uma intercomunicação entre as diferentes disciplinas, juntamente com a transversalidade, que procura aprender sobre a realidade e se dedica também aos problemas sociais vinculados ao dia a dia da comunidade, dessa forma, a uma total interação entre as disciplinas, resgatando temas reais, evitando a fragmentação e ampliando a visão.
Esta é uma opção real para executar, sem grandes custos ao sistema. Existe, atualmente, a necessidade de formar cidadãos éticos e comprometidos com sua realidade, visto a mudança que ocorreu no âmbito familiar contemporâneo, outra preocupação é: de que forma os docentes estão preparados para estas novas demandas? Com certeza temos muito o que questionar, mas este tema fica para outro texto. O importante é conseguir analisar e rever sua práxis. O que não podemos é continuar apenas ensinando os conteúdos programáticos, e achar que já está feito nossa parte, e manter uma rotina escolar com dificuldades e muitas vezes sem estímulo nenhum em lecionar, enquanto, ao planejar uma aula com novos subsídios poderia melhorar sua prática. O professor ao instigar seu aluno, leva-o a compreensão de que exerce uma função como sujeito transformador, torna possível ao educando perceber seu papel no mundo e o quão fundamental ele é para construção de uma sociedade mais crítica e desenvolvida.
                                                                                                                                                Carla Melo

Para Refletir...

Compartilho aqui, um texto de Fernando Pessoa, que explica claramente pra mim, a atitude que as pessoas deveriam ter frente as adversidades da vida,  quero dizer, somos nós mesmos que criamos nossos monstros, assim como, só nós podemos eliminá-los…

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final… Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu…. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora… Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.. E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."
 
Fernando Pessoa

Primeira postagem

Iniciando os trabalhos por aqui.


"Como a web pode potencializar a sua prática"

Boa noite, pessoal! Em parceria com a minha colega Helen do curso de Especialização em Tecnologias da Informação e Comunicação na Educa...