Sou
Pedagoga
formada pela instituição de ensino UNIASSELVI. Antes de me formar em
pedagogia, passei por outras áreas. Mas desde criança eu queria ser
professora,
era aquele típico sonho de menina da década de 90, sabe?! A única
diferença é
que eu realmente acreditava nesse sonho. Então, por que eu não fiz
licenciatura
de uma vez? Bom, muitas vezes perdemos o foco e por diferentes razões,
esquecemos nossas prioridades. Não que
isso seja uma desculpa, mas quando somos adolescentes vivemos a fase da
"imortalidade" e apreciamos o lema do "eu decido depois"... Enfim,
escolher
uma carreira tão cedo é mesmo difícil. Demorei anos para encontrar
novamente
meu sonho de criança e então assumi-lo.
Nos
dias de hoje, escolher ser um profissional da educação é lutar contra maré. O
dilema começa em casa, as famílias não querem ver seus filhos estudando e
estudando para se tornarem professores, é real, não querem, pois sabem a
difícil realidade que os espera. Depois o dilema continua no aspecto político e
social, o Sistema Educacional Brasileiro vem sofrendo uma crise há tempos, está
desamparado, e com isso, crescemos numa sociedade onde dizer que quer ser
Professor não é mais bonito ou louvável, as pessoas sentem até
"pena", é comum ouvir frases do tipo: "Nossa! Tu queres passar
fome?", entre outras.
A
educação não precisa de pena, mas sim de suporte técnico, financeiro, de
pessoas (não me refiro só aos educadores, me refiro a todos os cidadãos
brasileiros) que lutem em busca de uma escolarização mais justa.
Óbvio, eu sei que é um pensamento utópico. A sociedade atual vive uma crise existencial, individualismo, superficialidade, hoje, é mais comum lembrar dos seus
direitos do que seus deveres. A convivência com o
próximo está ficando cada vez mais
intolerável. Tudo é motivo para agressões verbais. Precisamos resgatar velhos costumes e desenvolver uma sociedade mais empática.
Escolhi a educação como minha profissão, escolhi ser pedagoga. Mas, o que faz uma pedagoga? Bom, de acordo com a UNIASSELVI: “Pretende-se
que ao terminar o curso, que o pedagogo(a) seja capaz de fazer o
diagnóstico da realidade socioescolar, e da realidade
socioeducacional em geral e orientar a busca de soluções”. Através do
desenvolvimento de atitudes, processos educativos e práticas coletivas
de
desenvolvimento instrucional e escolar, trabalhando com base na
elaboração de
ações/instrumentos adequados, nomeadamente, concepção do projeto
educativo da
escola, do plano estratégico, programa de atividades, mecanismos de
integração
com o meio, e avaliação do desempenho escolar e dos utilizadores da
escola, em
particular."
Com isso, é possível perceber a dimensão do curso. Ser
pedagoga é reconhecer a infinidade de possibilidades para desenvolver suas
práticas pedagógicas, compreender que precisará sempre:
- Estudar;
- Analisar
constantemente as diferentes teorias e métodos;
- Aprender sobre
diversas correntes pedagógicas e filosóficas.
E quando chegar o momento de instrumentalizar
todas essas informações e conhecimento é necessário ter suas perspectivas bem ajustadas, ou
então terá mil caminhos a seguir, tornando confuso seu trabalho e encontrará dificuldade em aplicá-lo.
Ser
pedagoga é saber trabalhar em equipe. Exemplo: ouvir as pessoas, respeitá-las, defender seu ponto de vista,
mas saber quando parar de falar, tem pessoas que simplesmente não estão
prontas para ouvir ou não querem, por isso a importância de analisar as situações, se
colocar no lugar do outro, reaprender, ensinar com carinho. A maioria
dessas ações não são privilégio dos pedagogos(as), mas de outros
profissionais também, certo?! Entretanto, essas ações são inerentes
para o ser e fazer pedagógico.
Carla Melo