A Gestão Escolar torna-se fundamental para o engajamento de todos os setores da Escola, e principalmente no que tange o comprometimento dos Gestores Escolares nessa função, da mesma forma que seu papel é fundamental para implementar ações que unam a comunidade, professores, alunos, funcionários, enfim, depende dos gestores escolares o bom desenvolvimento administrativo e pedagógico.
A Escola assim como qualquer outra Organização
Institucional ou Empresarial, depende de um modelo de Gestão Estratégica para
obter respostas de caráter significativo e eficiente, e como tal, tem suas especificidades e necessidades condizentes com seu
universo, portanto, deve ter pressupostos e fases estratégicas.
Obviamente que para uma Gestão Estratégica aconteça de fato,
precisamos de profissionais capacitados e com interesse nessa atividade
complexa, o que torna o rumo dessa Gestão mais delicada. Infelizmente,
ao tratar-se da realidade das escolas públicas tudo depende da "boa
vontade", o que é raro encontrarmos. O que nos remete sempre ao conceito
de que, para termos uma escola mais
dinâmica e inovadora, precisamos de melhores condições de políticas
públicas,
mais comprometimento de equipe diretiva e de professores, pois a
realidade
brasileira tem a omissão de pelo menos um desses eixos norteadores. A
necessidade de uma nova cultura na escola é vital para torná-la mais
atraente e
socialmente valorizada, o que consequentemente, irá melhorar o
desempenho dos
gestores em suas atividades, sem contar a famigerada desvalorização do
profissional da educação, que por sua vez gera um grande entrave no
desenvolvimento das atividades rotineiras da
escola.
Podemos perceber que a abordagem sobre a "desvalorização do
profissional da
educação", é uma visão por "interesses", ora, é muito mais fácil culpar
um sistema educacional desamparado e gritando por socorro, do que se
colocar frente ao problema e admitir que faz parte desse sistema e que
pode transformar sua realidade. Sinto muito, mas o sujeito que escolheu
essa carreira sabe
muito bem a realidade do Brasil, então simplesmente esperar por mudanças
a
partir do governo, é uma atitude muito cômoda e pessimista de um
educador.
Se tivéssemos mais docentes com "boa vontade" juntamente com um
bom modelo de Gestão Estratégica para obter respostas de caráter
significativo e eficiente, integrando o planejamento e outros sistemas
de gestão, responsabilizando ao mesmo tempo todos os gestores da equipe
pelo desenvolvimento e implementação, tendo em conta todas possiblidades
das forças e fraquezas da própria organização, teríamos então uma base
objetiva de controle e avaliação dessa Gestão.
Contudo, os
gestores precisam querer tais melhorias, comprometer-se com resultados, dispor de
autonomia na definição de suas ações estratégicas, e contar com instrumentos técnicos
e financeiros adequados, mas é claro, “precisam querer”.
Carla Melo

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Olá! Deixe seu comentário, será bem vindo!