14/04/2013

Gestão Escolar


 

A Gestão Escolar torna-se fundamental para o engajamento de todos os setores da Escola, e principalmente no que tange o comprometimento dos Gestores Escolares nessa função, da mesma forma que seu papel é fundamental para implementar ações que unam a comunidade, professores, alunos, funcionários, enfim, depende dos gestores escolares o bom desenvolvimento administrativo e pedagógico.
A Escola assim como qualquer outra Organização Institucional ou Empresarial, depende de um modelo de Gestão Estratégica para obter respostas de caráter significativo e eficiente, e como tal, tem suas especificidades e necessidades condizentes com seu universo, portanto, deve ter pressupostos e fases estratégicas.
 Obviamente que para uma Gestão Estratégica aconteça de fato, precisamos de profissionais capacitados e com interesse nessa atividade complexa, o que torna o rumo dessa Gestão mais delicada. Infelizmente, ao tratar-se da realidade das escolas públicas tudo depende da "boa vontade", o que é raro encontrarmos. O que nos remete sempre ao conceito de que, para termos uma escola mais dinâmica e inovadora, precisamos de melhores condições de políticas públicas, mais comprometimento de equipe diretiva e de professores, pois a realidade brasileira tem a omissão de pelo menos um desses eixos norteadores. A necessidade de uma nova cultura na escola é vital para torná-la mais atraente e socialmente valorizada, o que consequentemente, irá melhorar o desempenho dos gestores em suas atividades, sem contar a famigerada desvalorização do profissional da educação, que por sua vez gera um grande entrave no desenvolvimento das atividades rotineiras da escola.
Podemos perceber que a abordagem sobre a "desvalorização do profissional da educação", é uma visão por "interesses", ora, é muito mais fácil culpar um sistema educacional desamparado e gritando por socorro, do que se colocar frente ao problema e admitir que faz parte desse sistema e que pode transformar sua realidade. Sinto muito, mas o sujeito que escolheu essa carreira sabe muito bem a realidade do Brasil, então simplesmente esperar por mudanças a partir do governo, é uma atitude muito cômoda e pessimista de um educador.  
Se tivéssemos mais docentes com "boa vontade" juntamente com um bom modelo de Gestão Estratégica para obter respostas de caráter significativo e eficiente, integrando o planejamento e outros sistemas de gestão, responsabilizando ao mesmo tempo todos os gestores da equipe pelo desenvolvimento e implementação, tendo em conta todas possiblidades das forças e fraquezas da própria organização, teríamos então uma base objetiva de controle e avaliação dessa Gestão.
Contudo, os gestores precisam querer tais melhorias, comprometer-se com resultados, dispor de autonomia na definição de suas ações estratégicas, e contar com instrumentos técnicos e financeiros adequados, mas é claro, “precisam querer”.

                                                                                                                                     Carla Melo

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