A
partir do início da década de 1980, em decorrência de novas urgências políticas
e sociais que se fizeram acompanhar de propostas de mudança na educação, a fim
de se enfrentar, particularmente, o fracasso da escola na alfabetização de
crianças, na busca de soluções para esse problema, introduziu-se no Brasil o pensamento
construtivista sobre alfabetização, resultante das pesquisas sobre a
psicogênese da língua escrita desenvolvidas pelas pesquisadoras argentinas Emilia
Ferreiro e Ana Teberosky.
Desde
a década de 1980 quando surgiu o pensamento construtivista sobre a
alfabetização até os dias de hoje, as ideias de Emília Ferreiro estão presentes
no discurso brasileiro sobre alfabetização, é possível numa pesquisa rápida
sobre a autora encontrar artigos de revistas, documentos institucionais, textos
com sugestões para a prática pedagógica, dissertações, teses entre outros,
enfim, a autora ganhou prestígio por desenvolver, com seus colaboradores, pesquisa
empírica que lhe permitiu formular a teoria sobre a psicogênese da língua
escrita, a qual foi divulgada em diversos países.
O
pensamento construtivista de Ferreiro sobre a alfabetização no Brasil, apesar
de não se saber, ao menos formalmente, de que os resultados de sua pesquisa tenham sido
refutados em seus fundamentos e resultados, vêm sendo apresentadas muitas
críticas, relacionadas, sobretudo, com a dúvida a respeito do papel do ensino,
da escola e do professor, isso porque, em sua obra não existe uma proposta
didática. No livro, são encontrados resultados de sua pesquisa acerca do
processo de aquisição da escrita, podendo ser um facilitador para o professor na
interpretação das respostas dadas pelo alfabetizando.
Carla Melo.

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